Por Paulo Vitor
Até hoje ninguém sabe ao certo de onde estas célebres porém tristes figuras retiram as suas ideias rançosas para costurar sentenças absolutamente desconexas com a realidade, palavras temperadas de destemida arrogância que entram dentro de nossos automóveis e casas, invadindo com palavras de puro ódio abjeto os nossos ouvidos e olhos sem ao menos serem convidadas, acintando e agredindo o nosso discernimento e inteligência. Será isso uma amostra do tal padrão global de democracia?
Sempre quando em suas magistrais crônicas estes personagens despejam veneno se referindo a "eles", provavelmente queiram dizer PT, os seus notáveis inimigos. Além de sentirem uma imensa vergonha e inferioridade por serem brasileiros e latinoamericanos, nunca se dirigem ao desferir suas óperas televisivas, ao "povo brasileiro". Este, o povo, com a sua voz, os seus anseios e as suas necessidades, eles não conhecem ou se recusam em admitir sua existência, e essa exclusão voluntária se dá pela incapacidade impar de reconhecer que vivemos em uma democracia republicana, à derrota acachapante pelas urnas de um ultrapassado projeto neoliberal tucano que tantos danos já causou ao país, e a real, consciente e majoritária opção popular por um projeto nacional de governo vitorioso de centro-esquerda comandado por Lula e seus odiados correligionários e aliados do Partido dos Trabalhadores, que distribuindo riqueza, saúde e educação, conduzem hoje o Brasil de forma tranquila, clara e inequívoca em direção ao pleno desenvolvimento social.
É importante observar que esta classe de pessoas sempre foi terminantemente a favor de uma democracia sem povo. Afinal, o povo politizado e mobilizado sempre foi um cancro inconveniente aos desígnios do alto clero político da direita, e por consequência, com as suas renitentes e aborrecidas manifestações, reivindicações e greves, só vêm atrapalhar o andamento pacífico e ordeiro da boa e velha democracia, não é mesmo? Para eles, o povo deve se comportar como uma massa trabalhadora, com salário miserável, que seja servil e obediente, sem voz, sem sonhos, sem anseios e sem futuro.
Postando-se como se fossem genuinamente intelectuais e paladinos da verdade ao alegar que o presidente Lula não só copiou os programas de FHC, como chegam a imputar este como seu mestre e mentor, sobrando a nós, ouvintes boquiabertos com tantas falácias, apenas a prova cabal da ignorância e do mau caráter que assola e amarga a vida desses porta-vozes da nossa derrotada e secular direita, com seus ferrenhos preconceitos anti-povo, na tentativa de desqualificar o atual presidente enquanto esconde os fracassos que por incompetência e má fé levaram o país à estagnação e escuridão dos tempos de FHC, a comer na mão e seguir a cartilha recessiva de ajustes fiscais dos bancos privados internacionais, através de sua funesta agremiação: o FMI.
Por fim, o medo. Eles possuem o mesmo e ridículo medo hipócrita da atriz Regina Duarte, de dar voz e vez ao povo deste país, que oriundos de programas sociais que emergiram 35 milhões de brasileiros para a classe média e retiraram 15 milhões de miseráveis da condição sub-humana em que viviam. Medo do projeto da erradicação da miséria (quem vai pegar na vassoura?), da emancipação social com as 704 mil bolsas do Pro-Une, do Fundeb, das 136 escolas técnicas, da Minha casa Minha vida, das 14 novas universidades federais, do Bolsa Família, dos 14 milhões de empregos com carteira assinada (e a vassoura, Lula?), do crescimento chinês de nosso PIB e mercado interno, do PAC e PAC2, do Luz para Todos e de vários outros e crescentes caminhos abertos para ascensão social e cidadania dos brasileiros. Como maus devedores, insistem em não pagar a imensa dívida social que este país têm com sua população mais carente, abandonada ao longo de séculos pelo baronato da sua elite, que continua a torcer seus empinados e delicados narizes frente às necessidades mais básicas. Enclausurados na sua pequenez de pensamento, não têm a menor ideia do que representa para uma mãe, um simples prato de comida para poder dar aos seus filhos.
Senhores colunistas (ou seria colonistas, como se refere o jornalista Paulo Amorim aos jornalistas colonizados?), embora essa imprensa que vocês representam com tanto afinco e lealdade tenha dado os primeiros passos para uma "venezuelização" do Brasil, nós veementemente rejeitamos este movimento e não os seguiremos nesta direção de confronto. Somos mais numerosos e inteligentes. Tenho certeza que essa escória de jornalismo que produzem, não são emanadas por sua próprias cabeças, mas que são meras porém contumazes calúnias travestidas de textos e editoriais ditados por seus patrões, lidas atentamente em tele-texto, e infelizmente ainda para muitos, são convincentemente dramatizadas. Adianto que com o advento da internet, este lixo verbal não encontrará mais solo fértil aqui neste país para se reproduzir. Então, good bye fellows, e aproveitem a viagem para procurar em algum país da Europa ou nos EUA, que certamente seriam as suas referências de país, alguém que lhes faça eco, ou melhor dizendo, faça eco à gritaria histérica e raivosa de seus patrões da velha e decadente imprensa golpista, que calunia, mente, engana e omite, ao mesmo tempo que distorce a realidade ante a incredulidade de nossos olhos. Mas não nos deixamos enganar, não mais. Sabemos há muito que estas entidades são aliadas de primeira hora dos golpes militares, e de todos aqueles que perseguem ensandecidamente o poder por inconfessáveis razões pessoais, usando dos meios mais torpes, com intenções ainda mais sujas e obscuras de vender o Brasil para o enriquecimento de seus grupelhos, como já o fizeram antes com o nosso patrimônio, financiados com o nosso próprio dinheiro, para o júbilo apoteótico de investidores, especuladores internacionais e pequenos bancos em paraísos fiscais, colocando a polícia para bater com violência em quaisquer sinais de manifestações populares contrárias, como também já o fizeram no passado, escondendo a terrível realidade predadora e lesa-pátria sob o manto alienador da grande imprensa. Agora não mais, porque já os conhecemos muito bem, conhecemos seus métodos, e daqui em diante sempre estaremos atentos, e desta feita, revidaremos. A começar pelas urnas, votando maciçamente em Dilma Roussef.
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